Já ninguém deve vir aqui...

O Lusco Fusco está intermitente. Também é assim que está a minha vida.
Tenho a tendência para iludir-me. Tenho sempre a convicção pura de que se mergulhar de cabeça vou conseguir o que mais quero. Tenho sempre a ilusão de que a maldade não consegue superar a humildade. Tenho sempre a mesma recompensa: um enorme vazio.
A única coisa que dá alento à minha vida são os que mais amo. Os meus sobrinhos, Tiago e Afonso, os meus pais, a minha mana, o meu João e os meus poucos (mas verdadeiros) amigos continuam a ser os grandes responsáveis pelo meu sorriso. A eles devo tudo o que fui, tudo o que sou.
Faço parte de uma geração rasca, que está à rasca e que não se desenrasca seja qual for a opção que tome. Sou uma cidadã do mundo, num país que afunda e onde o futuro se resume à instabilidade. Não me dão o direito de ter uma casa, de ter um equilíbrio, de poder sonhar com uma família. Por mais esforços que faça, por mais que lute, não consigo ter um rumo. Estou há três meses a dar tudo de mim, a colocar o meu corpo à prova, a dedicar 13 a 14 horas das 24 que tem o dia para provar que sou empenhada e profissional. Pagam-me uma miséria, num período a que chamam de experimental, quando tudo o que já tinha antes era uma experiência e a carteira vazia. Quase 120 dias depois, provo a mim própria o que já sabia.
Desabafei. Sinto-me melhor. Aproveito que o João não está aqui para escrever neste cantinho e tentar perceber que passo tome a seguir. Tenho colocado tudo em causa, afastei-me de pessoas e lugares que me faziam sentir útil. Não volto a colocar nada à frente das minhas convicções. Não volto.
Gostava tanto que se abrisse um caminho. Seja ele qual for. Um trilho... O resto eu descubro.

Beijinhos para quem ainda passa por aqui...

6 comentários:

Geração Y disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Uma dona babada disse...

minha querida amiga,

imagino que estejas a falar de trabalho, pois claro, e lamento muito pela fase difícil que estás a atravessar. é horrível sentirmo-nos assim: desvalorizadas, subaproveitadas, desrespeitadas mesmo.

mas, e embora pareça uma frase feita tenho de dizê-la, o trabalho ou um trabalho não é tudo, felizmente, portanto não deixes que tenha tanto poder sobre ti. nada deveria poder deixar-te tão desanimada.

é triste, mas é verdade, a maioria de nós trabalha para pagar as contas e limitamo-nos a passar uma grande parte do tempo a fazermos algo que não gostamos ou a trabalhar para pessoas que não nos merecem, em vez de nos sentirmos felizes, realizados, dedicados ao trabalho. já passei por isso, mas hoje posso dizer que já não se aplica a mim, portanto acredito que um dia vais poder dizer o mesmo.

tal como nos pacotes de açúcar... "um dia vais sentir-te uma profissional feliz e realizada".

ate esse dia chegar, força! conta comigo!

beijinhos!

ps - e eu passo por este cantinho todos os dias :)

V disse...

Força, e que onde se fechou uma porta se abra uma janela...
beijos

Xana disse...

Beijinhos grande minha querida e não desanimes! Não vale a pena!!!
Pensa nas coisas boas da vida (no sorriso do teu principe) e ânimo!
Eu sei que é dificil mas não te deixes abater!

(Temos de combinar o encontro entre a minha Maria e o Afonso!!)

PauLLa disse...

Amiga
Eu continuo a vir aqui SEMPRE!!!!
A vida teima em nos dar desilusoes, mas a recompensa é sp maior....
vais ver que qd menos esperas tens um trabalho melhor ainda
bj mt gd ;)

activestresss disse...

Amiga... estive, estou e estarei sempre aqui!!!

Não queres passar um bom serão??? É que acho que estamos as duas precisar daquelas gargalhadas que só nós duas juntas conseguimos dar!!!