Sismo,tremor de terra, terramoto...

EU SENTI! E BEM!

Resumo do meu serão de ontem:
Tinha acabado de me deitar com o J. depois de termos visto um filme que me deixou um tanto ou quanto pertubada. "The pursuit of hapyness", assim se chama, e a personagem principal é representada pelo Will Smith. Sabem aquela sensação parva de que quando estão a viver uma fase complicada da vida, as vossas preocupações perseguem-vos por toda a parte? Quase como acontece connosco, mulheres, na adolescência em que não nos vem a menstruação e só vemos grávidas em todo o lado? Estão a ver a ideia? Pois bem, este filme fez-me lembrar esses tempos... É que o núcleo central da história era a procura desperada de um homem (o querido Will) por um emprego! Isso mesmo! Enfim, a mensagem do filme é genial e, acreditem ou não, pôs-me a pensar. Aconselho vivamente que o vejam. Claro que, depois deste momento de 7ª arte, acabei a chorar desalmadamente com o J. a abraçar-me. Falámos um pouco, lá me acalmei e fomos deitar-nos.

O sismo:
Fiquei às voltas na cama. Por mais que quisesse, não estava a conseguir dormir. O J. também não. Eis quando, de repente, as portas do nosso roupeiro começam a abanar. Nos primeiros instantes abanaram ligeiramente para logo a seguir parecer que iam saltar da calha! Já para não falar da cama! Entrei em pânico! Chamei pelo J. e gritei-lhe que a terra estava a tremer. O meu coração disparou e abraçámo-nos os dois. Os dois ficámos ali, impávidos, sem reacção... E logo eu, Joana Cruz, aquela que tudo sabe sobre sismos, escalas de Richter e Mercalli, que morre de medo destes fenómenos, que sabia que o ideal era ficar na ombreira de uma porta ou sair para a rua... Pois é, essa Joana entrou em pânico e não teve reacção. Congelei de medo. Nem fui capaz de contar... (Coisa que jurava a mim mesma que seria capaz de fazer em caso de sismo).
As reacções são realmente fenómenos em mim. Se à vezes que tenho um sangue frio assustador, há outras em que sinto-me completamente traída pelo controlo. Enfim... A seguir ao sismo, mais ou menos por volta da 1h37 (sim, ao menos consegui ver as horas no telemóvel) seguiram-se umas belas horas de insónias com medo das réplicas. Conclusão: acordei de rastos. De manhã liguei logo para a minha mãe.
Sabem uma coisa? É por estas e por outras que hei-de ser bem velhinha (e a minha mãe e o meu pai ainda mais) e hei-de sempre correr para os braços deles à procura de protecção. Se para os nossos pais somos eternas crianças, não há dúvida que para nós serão sempre os heróis dos filmes. Os que nunca morrem, os que nunca se magoam e os que estenderão sempre a mão para nos salvar dos "maus".
Já que a vida ultimamente tem-me parecido tão cinzenta, resta-me pôr a imaginação e os sonhos a pintarem-na de cor-de-rosa.

Um beijinho com as cores do arco-íris para todos vocês que me lêem e um obrigada especial pelas vossas palavras de apoio.

Ai, ai... O Afonso vem ver a tia daqui a uma semaninha! Não aguento mais de tanta saudade do meu tesourinho (este sim um presente valioso e um motivo de vida!)

2 comentários:

Juliana disse...

Querida Joana , sempre leio seus posts, e quando vc está mais animada fico tão feliz!O Afonso é um presente lindo da vida e tenho certeza que a vida ainda lhe dará muitos outros.Força, estou aqui sempre pra te ouvir.Um beijo enorme da amiga que mesmo estando muito distante, sente muito perto de ti.Juliana

Xana disse...

Cá por casa, por andarmos a dormir às prestações quase à 4 meses (e ainda bem!!) nem demos por nada!! Nem o pulgas, o gato, se manfestou!!
Quanto ao emprego, minha linda, não desistas de lutar pelo teu sonho!!
Um enorme beijinho para ti, outro para a tua mana e outro enorme para o principe Afonso (tenho mesmo de o conhecer!!)