Força...

Nunca acreditei em nada que não fosse terreno ou palpável e, hoje, dou comigo a agarrar-me ao transcendente, ao desconhecido, a alguma coisa que me faça acreditar...
Ninguém consegue viver assim... Queria sorrir com gosto! Queria sentir-me feliz! Já chega, Deus, Ok? Já chega!
Mana querida do meu coração, não te vai acontecer nada... Não vai! Não vai, porque eu não deixo e porque estamos todos a criar uma corrente de energia, aqui em baixo, para ti. Além disso temos um anjo lá em cima, lembras-te?

Estou contigo até ao fim, incondicionalmente, mana. Já te disse que gosto muito de ti? Já? Força!

"Estranha forma de vida", cantava Amália

Hoje, dia 8, do mês 8, de 2008, às 8 horas da manhã sentei-me na minha cama e meditei. Nem sei como fui capaz de o fazer, depois de uma noite inteira sem descansar, abraçada pelo choro que não me deixou dormir nem por um segundo. A minha mãe disse-me que se pedissemos com força todos os nossos desejos, usando a coincidência dos números e o alinhamento dos astros, que eles se realizariam. Começo a achar que muitas coisas em que não acreditava, hoje, fazem-me mais sentido. Funcionam como alternativa, quando o real, o palpável e o racional já não me permitem continuar... Neste momento de meditação só meu, pedi com força. Pedi pelo mundo, pedi pelos que me rodeiam, pedi pela saúde da minha mana, pelo meu sobrinho, pela minha família...Não precisei de concentrar-me em desejos para mim, pois se estes de quem falo estiverem salvaguardados, eu serei feliz...
A médica disse à minha irmã que ela tem algo grave no fígado (não adiantou exactamente o quê), disse-lhe também, embora sem certezas, que não lhe pode garantir que possa haver uma nova gravidez. O problema despoletou durante a gestação do Tiago... Marcou para terça-feira uma conversa com ela para lhe explicar todos os procedimentos e exames que terá de fazer. Não disse nada de concreto mas conseguiu deixar-nos a todos nesta agonia...
Quando falei com a minha mana, notei-lhe nas palavras o medo e, mesmo sem a ver, podia sentir que as lágrimas e o desânimo tomavam conta daquele pobre coração... Tenho fé de que, como em tantos outros casos, não passe de um alarmismo ou de um engano. Talvez alguém devesse dizer à tal médica que quando não há certezas, é bem mais sábio guardar a língua, pois se assim não fosse nascíamos com ela colada na testa e não dentro da boca! Agora estamos assim... Em stand by até terça-feira...
Deixei de me sentir guerreira mas ainda não baixei as armas. Deixei de me sentir Joana mas ainda me chamam pelo nome. Perdi o meu sorriso mas ainda não me conseguiram roubar a alma... Tiago, protege a mamã. Eu sei que não vais permitir que nada nem ninguém nos cause mais dor... Deus, se existes, é agora que Te peço ajuda. Por favor... Sinto a esperança a escapar por entre os dedos... Não nos abandones. Não nos deixes, mais uma vez...

Desabafo...

O amontoar de papéis na secretária e a pilha de artigos por escrever não me têm deixado vir aqui... Tenho andado com muito stress, sinto-me cansada e estou desesperada por férias. Como o João, este ano, só tem direito a dois diazitos, que vai acrescentar ao 15 de Agosto, vou aproveitar o resto das duas semanas a que tenho direito para me dedicar de alma e coração à Associação Artémis, pondo em prática as mil e uma coisas que tenho em mente. Sim, porque férias para mim nunca foram sinónimo de ficar "esparrachada" no sofá o dia todo ou render-me aos prazeres da praia sem produzir coisa alguma... Nem pensar! Nas férias gosto de descansar, é um facto, mas gosto de me dedicar a uma data de coisas para as quais não tenho tempo no resto do ano.
A semana que passou foi um tanto ou quanto desgastante no escritório e, resolvi ir até Tróia passar o fim de semana com os irmãos do João e um casal amigo, e esquecer o mundo. Como já vos tinha dito, o João tem um sobrinho, o Pedro, que fez no mês passado um aninho. Eu e o Pedrusco temos uma cumplicidade muito boa, passo a vida a brincar com ele, tenho por ele um amor incondicional e, inevitavelmente, acabei por depositar nele muito do amor que Deus não permitiu que eu desse ao meu sobrinho Tiago. Muitas vezes brinco com o Pedro e imagino como seria se o Tiago estivesse aqui também.... Ninguém imagina o quanto me destrói a alma... Acontece que, no sábado, tive um ataque de choro descontrolado. Acho que a minha cunhada não se apercebeu mas senti-me terrivelmente mal. Quando fomos para a praia, estavam lá uns colegas dela e do irmão do João, também papás de uma menina com cerca de ano e meio. Inevitavelmente, as conversas andaram à volta de bebés, o dar de mamar, o parto, as fraldas, brincadeiras, primeiras papas, etc... E eu, senti-me terrivelmente revoltada por nunca ter ouvido da minha mana tudo aquilo. O que era normal! As experiências, os medos, as alegrias... De repente começo a chorar com o coração apertado de dor e saudade, ao mesmo tempo que me revoltava com o que ouvia... O João apercebe-se, dá-me a mão, e eu, desajeitadamente consigo não fazer barulho e limpo as lágrimas com violência. Tinha o coração a sangrar naquele momento... Eu sei que não pode ser assim e que as pessoas não têm culpa. Elas não sabem! Não imaginam que a minha mana perdeu um filho quando faltava um dia para nascer, não imaginam que eu choro todas as noites porque o meu sobrinho não está aqui, não sabem... Às vezes acho que nunca mais vou conseguir agir naturalmente ao pé de bebés, grávidas e mamãs... Às vezes sinto que esta carga a que a minha família, e tantas outras, foram sujeitas dilacera aos poucos e corrói como ácido a nossa visão de futuro. Tenho tanto amor para dar e não me deixam dá-lo...
O resultado da autópsia ainda não saiu, antes disso não convém que a minha mana engravide, sinto-me a viver em "rewind" desde o fatidico dia 11 de Abril...
Às vezes sinto-me uma actriz de comédia, obrigada a fazer rir o público, mesmo que se sinta triste, até que as cortinas se fechem...

Euromilhões, a nova aventura do "boguinhas" e o aniversário do Pedro

É verdade que não escrevo aqui desde sexta-feira. Pensavam o quê? Que me tinha saído o Euromilhões e que, por esta altura, estava de papo para o ar numa ilha paradisíaca, a comer camarões com maionese? Pois, eu até gostava! Mas a única coisa que consegui com a minha aposta foi gastar 2 euros e acertar num reles número! Pelo contrário, tenho andado a trabalhar que nem uma moura, estou desejosa de que cheguem as férias, ando cheia de vontade de ir para a praia e de me render ao "dolce fare niente" e tal, e tal, e tal...
Vou aproveitar para resumir-vos os meus últimos dias mas, vamos por partes, que este post não pode ser muito longo... Na sexta feira passada bateram-me no carro! Sim, coitadinho, depois de ter-se aventurado sózinho pela estrada fora e de ter conseguido sobreviver, tinha de vir uma gaiata parva que resolveu "jogar-se" para cima do meu "boguinhas" aventureiro! Tudo, porque engatou o chinelo no acelerador! Alguém devia explicar-lhe que NÃO SE CONDUZ DE CHINELOS, a não ser que tenha mestria e experiência como aqui moi-même! (Também já apanhei alguns sustos, confesso) Grrr... Ah! E reparem no pormenor, ela estava num STOP! E STOP É PARA PARAR, CERTO?! Enfim, nada de grave! E agora há-de pagar-me também o arranjo que resultou da "encostadela" ao muro. (Ah pois! Chamem-me parva!) Mais...
Hum... No Domingo passei um dia super animado pois o Pedro fez um aninho e fomos festejar o aniversário para um retaurante na Praia do Rei. Foi muito bom! Haviam de ver a carinha da criança quando viu mais de 50 pessoas a olharem só para ele, a cantar (horrivelmente mal, por sinal) a musiquinha dos "Parabéns"! Ainda tou para saber como é que ele não abriu um berreiro! Tenho para mim que o bolo em forma de avião acabou por distraí-lo e evitar o dilúvio que se avizinhava. Cheguei a casa de rastos, deitei-me tarde e a más horas e na segunda-feira adormeci! Então não é que o meu telemóvel ficou sem bateria e o despertador não tocou?! Bela maneira de começar a semana... E cá estou eu, cheia de trabalho e com muito, mas muito pouco tempo para vos dar novidades tão regularmente quanto gostaria... :)
Ps: Iwish, Manu e Sandra... Quanto à aventura do meu "boguinhas" destravado, nem sabem o que tenho sofrido! Então não é que têm-me andado a chatear que isto só acontece às gajas! Não há pachorra! ( E o pior é que os vossos testemunhos reforçam esta teoria)! Heheh...
Portanto, pede-se aos exemplares do sexo masculino, a quem já tenha acontecido uma aventura semelhante, o favor de me fazerem chegar o vosso testemunho. A gerência do Lusco Fusco agradece :)
Beijoooooooooooooooooooooooooooooooos

Lição de vida

Caros amigos,
Hoje escrevo para partilhar com vocês uma descoberta maravilhosa que fiz. Antes de revelá-la, deixem-me só fazer uma pequena reflexão...
Quando se chega à blogosfera é difícil sair dela. Verdade? Acabamos por ter um mundo só nosso, mas partilhamo-lo com desconhecidos. Confesso-vos que esta sensação de partilha às vezes assusta-me, principalmente quando penso que algumas das pessoas que visitam o meu blog, apenas me conhecem através de um computador. A vedade é que, o que começou por ser um cantinho de desabafos privado, depressa virou um cantinho de desabafos "público". Mas sabem uma coisa? Agrada-me bastante. Pois, afinal sou jornalista e, como tal, sempre escrevi para que as pessoas pudessem "ler-me". Como tal, não fazia sentido não apresentar esta hora do lusco fusco :)
Ok, já sei... Estão curiosos com a minha descoberta. Provavelmente, muitos de vocês até já a tinham feito antes de mim, mas eu só descobri ontem e como não quero guardar só para mim este "achado" vou partilhá-lo com vocês. Estava eu descansadinha na minha pausa da hora de almoço quando, ao folhear uma revista, reparei num título que me prendeu a atenção. Era mais ou menos assim: "Mulher com 95 anos possui blog na internet". Ora, como devem calcular, e curiosa como só eu, fui logo ao google para tentar saber um pouco mais sobre esta senhorita. A verdade é que esta JOVEM de 95 anos tem uma história de vida simplesmente genial! Sentia-se só e o seu neto, quando ela fez 95 anos, deu-lhe como presente de aniversário um blog! (Lindo não é?) Então, desde 2006 esta jovem senhora dita os seus pensamentos e o neto escreve. Adora a internet, sentiu-se a renascer e goza de uma lucidez e ternura nas palavras que me deixaram completamente boquiaberta! Chama-se Maria Amelia, é espanhola e tornou-se num fenómeno de comunicação! É lida por milhares de pessoas em todo o mundo e apesar de ter passado recentemente por um período conturbado, pois como devem calcular aos 90 anos (quase 100) há muitas complicações ao nível de saúde, continua cheia de força e garra.
Perdi a minha avó materna há cerca de dois meses e, talvez por isso, este blog e esta história me tivessem "tocado" tanto o coração... Acho muito bonito o amor entre netos e avós e acho também que muitas vezes não dizemos o quanto gostamos verdadeiramente deles. Eu sinto que não o disse à minha avózinha tantas vezes quanto gostava... Hoje, quando olho para o meu avô, com quase 80 anos, e apercebo-me que ele está a fazer de tudo para aproveitar a vida, consciente de que não lhe resta muito tempo, começo a pensar no verdadeiro sentido de estarmos vivos...
Bem, mas o meu conselho é que percam 5 ou 10 minutos do vosso precioso tempo para ler algumas das palavras maravilhosas da abuelita Maria Amélia. Prometo que vos vai alegrar o dia e fazer-vos sentir pessoas melhores!
Aqui fica o link: http://amis95.blogspot.com (Ahh...e se puderem ouçam só a entrevista que ela deu à BBC Mundo) Simplesmente incrível!
Beijooooooooooooooooooooossss

"Parabéns a você nesta data querida..." ( E a sorte que vocês têm de isto não ter som) :P

Olá a todos!
Há um ano atrás vivi um dia muito feliz. Cerca das 20h o sobrinho do João ( e meu também, claro!), o Pedro, via o mundo pela primeira vez. Foi um dia cheio de emoções, medos e descobertas mas no final tudo correu bem e o piolho veio satisfazer a curiosidade que durante 9 meses alimentou o nosso imaginário. Quando foi para o berçário, quase nem abria os olhos, e o tio João tratou logo de lhe tirar uma fotografia com flash para facilitar o processo! (Não imaginam a cara do irmão do João quando ele tirou aquela fotografia) Ahaha...
Lembro-me de ter sentido um turbilhão de emoções neste dia e lembro-me também de ter desejado muito que a minha mana me desse um sobrinho em breve...
Prometo que hoje não vou escrever aqui palavras tristes, mas vocês sabem... Esta tristeza, cá dentro, às vezes é dificil de conter.
Bem, mas hoje, quero dar os Parabéns ao Pedro pelo seu primeiro aniversário e um beijinho bem especial para os papás que também estão de parabéns por terem feito este piolhito lindo que eu amo tanto! :)

Joana só há uma, eu e mais nenhuma!

Entrei em pânico, respirei fundo e preparei-me para o pior... Mas o meu "Santo" estava forte! Minha gente, ontem tive um dos episódios mais insólitos da minha vida, que me preparo para vos contar! Mas aconselho-vos vivamente a sentarem-se, bem sentadinhos, pois esta história real é bem capaz de impressionar os mais sensíveis!
Saio do trabalho a "rasgar" o alcatrão, pois queria ir ao ginásio fazer a minha aulinha de cicle. A meio do caminho, lembro-me que tinha umas receitas na minha médica para levantar e decido passar pelo consultório num instante. Paro o carro na berma da estrada, ponho os 4 piscas, fecho a porta e vou ao consultório do outro lado da rua. Entretanto, enquanto estava lá dentro, ouço alguns carros a apitar. Na altura nem liguei muito, só que as buzinadelas eram mais que muitas, e como sabia que tinha o carro mal estacionado, agarrei nas receitas e vim-me logo embora. Quando saio do consultório olho para o sítio onde tinha deixado o meu carro estacionado mas... ELE NÃO ESTAVA LÁ! Entrei em pânico, senti o chão a fugir-me debaixo dos pés e a primeira coisa que pensei foi: "Ai Meu Deus roubaram-me o carro!" Quando resolvo olhar para o fim da rua, vejo o meu boguinhas no meio da estrada em frente a um muro de uma vivenda! Pensei o pior... Pois é caros amigos, não me tinham roubado o carro mas alguém me roubou o cérebro, ontem! Então não é que, simplesmente, ESQUECI-ME DE TRAVAR O CARRO! ACHAM NORMAL?! Quando me apercebo daquele cenário dantesco (a imaginar a frente toda amassada) começo a correr, feita maluquinha, pela estrada fora! Quando vejo que o meu carro, estava parado em frente a um muro e que incrivelmente não tinha batido em nada, nem tinha ficado amassado (tirando uns riscozitos michurucas no pára-choques), senti-me a pessoa mais sortuda do mundo. Acho que devo ter ficado com a mesma sensação de alguém a quem sai o Euromilhões e com uma tonalidade "branca que nem cal" em toda a minha cara!
Agora vejam-me a cena de loura! Mas daquelas louras buuuurras.... Quando chego ao pé do carro, a primeira coisa que fiz foi ver se estava batido e, quando vejo que não, abraço o meu veículo! Sim, isso mesmo, dei-lhe um abraço! E só não dei um beijo no capot, porque convenhamos, o meu carro está um pouco sujito (e ainda me restava um pouco de amor próprio!) No meio desta cena ridícula, um rapazito estava a passear o cão e pergunta: " O carro é seu?" E eu, ainda atordoada com aquilo tudo, repondo: "É!" A pensar para mim «Oh meu grande cromo achas que estou a correr desvairada no meio da rua porquê? Porque me apetece?!» Grrr... Mas o pobre rapaz não ficou por ali e sai-se com uma outra pérola: "Pois, deves ter deixado o carro destravado..." «Epá! Jura?!», pensei eu... «Não, meu, eu faço destas cenas todos os dias porque curto à brava ver o meu carro a andar desvairado nas ruas sem ninguém lá dentro!» Duhhhh!
Bem, o certo é que o meu pobre carro, lá foi sem condutor, atravessou um cruzamento e por milagre não bateu em nenhum carro, nem em nada que lhe fizesse um estrago significativo... (Ah! Agora percebo as buzinadelas insistentes) Imaginam o quanto me senti feliz? Não, não imaginam! Depois deste episódio insólito, entro no carro (por esta altura os meus nervos eram tão grandes que já nem sabia abri-lo!) e vou até ao ginásio. Quando estaciono o carro junto ao gym, travo-o, mas como o seguro morreu de velho, volto para trás para confirmar se estava bem travadinho... É que viver dois milagres seguidos, é uma possibilidade que as estatísticas costumam anular. E eu até sou cautelosa...
Conclusão: Hoje sinto-me feliz e, como acho que estou em maré de sorte, vou jogar no Euromilhões. Nunca se sabe... Alguém quer fazer sociedade comigo? Olhem que isto promete!
Portanto já sabem, se depois de sexta-feira não voltar a escrever no blog é porque provavelmente estou de papo para o ar numa praia do Hawai, a beber um cocktail e a comer camarões com maionese! Ai ai...
Entretanto vou trabalhar, só para dar um ar mais real à coisa... :)

Andava eu preocupada...

com as gordurinhas
que poderiam sobressair
quando me metesse dentro
de um bikini, quando me
deparo com esta fotografia!
Pois é, meus caros! Com um argumento de peso destes,
não há preocupações que resistam! Bahhhhhhh.... :)

Tipo de letra

Fica melhor assim, não fica? Pelo menos para mim, que sou pitosga, acho que fica mais fácil de ler! Vou passar a escrever os meus posts com o tipo de letra verdana (que raio de nome, acho que azulana era bem mais fashion) e o tamanho large! :)
Beijooooooooooooooo

Assuntos femininos

O período! Sim senhora, hoje vou falar-vos de período!
Período, menstruação, "benfica" e tantas outras designações a que nos habituámos a ouvir desde chavalitas porque somos gajas! É que, a maior parte dos homens não sabe mas, pelo facto de sermos mulheres também acrescentámos, desde muito cedo, ao nosso vasto vocabulário palavras como pensos (com alas, sem alas, extra-alas...) tampões (com aplicador, sem aplicador...) Raios partam! As coisas que nós, mulheres, somos obrigadas a saber só por sermos simplesmente mulheres! E já para não falar dos anúncios de pensos! Haja criatividade, senhores! Lembro-me de um em particular que me fazia sentir uma completa atrasada mental por ser mulher e, consequentemente, por ter o período! Lembram-se daquele em que aparecia uma senhora vestida de vermelho, com uma bola de metal acorrentada ao pé (tipo preso), e que entrava dentro de uma casa de banho de senhoras e dizia algo do género: "Olá eu sou a tua menstruação!" Poupeeeeeeeemmmm-me! Já não basta termos todos os meses esta "coisa" ( que se torna particularmente incómoda em dias de calor como o de hoje) como ainda temos de ouvir anúncios para a "coisa", lembrando-nos que ela existe e que veio para ficar, salvo raras excepções como a gravidez e, lá para os cinquenta anos de idade, a menopausa! Que raiva! E só vos estou a escrever sobre a menstruação porque eu tenho um azar do caraças! Solidarizem-se comigo... Este vai ser, provavelmente, um dos fins de semana mais quentes do ano e adivinhem só quem não vai poder ir à praia? Adivinharam? Pois, SOU EU! Tudo, porque a estúpida da "coisa" resolveu vir no fim de semana em vez de vir (como seria normal) durante a semana, enquanto aqui a MOURA é obrigada a estar fechada num escritório a trabalhar! Grrr... Para piorar, estive a fazer contas com a minha pílula e não é que se aproxima mais uma infeliz coincidência: o período vai aparecer-me nas minhas fériassssssssssss! Aiiiii...que raiva! Estou stressada, meus amigos! É um facto! Estou com a neura, estou com TPM, estou com... Chamem-lhe o que quiserem! E sabem o que me irrita ainda mais? É que tenho sempre aquelas amigas irritantes que me dizem: "Oh Joana não sejas parva, pões um tampão e isso resolve-se!" UM TAMPÃO?! Epá! Mas estão doidas ou quê?! Aquela porcaria aflige-me! Parece uma rolha e tem um nome que acho detestável! "Tampão"! Vejam só! Até parece que a minha "passareca" é alguma "panelona" a necessitar de um "tampão"! Não me sinto à vontade com aquela porcaria e tenho sempre a sensação de que a qualquer momento vai saltar, tipo rolha de champanhe, e que eu vou passar uma vergonha enorme. Ou que o fio (ridículo) vai notar-se e a praia inteira vai rir-se de mim! Tampões e eu, não funcionamos! Pronto, já passei para o pc a minha revolta!
A todos os meus leitores do sexo masculino, e que, logicamente, não têm o período, solicito a compreensão para este meu desabafo, estupidamente feminino, mas que tenho a certeza de que é partilhado por uma grande parte das ladys!
Estava cá a pensar com os meus botões: "Será que o nível do meu blog está a descer? Primeiro peidos, depois período!" Hum... Mas o post estratégico dos fósforos até me deu um ar intelectual! Hehehe... Ok, ok, eu prometo subir o nível no meu próximo post!

Fósforos- Para reflectir...

Achei um máximo e resolvi partilhar com vocês...
Ontem quando ia para casa, ouvi uma coisa sublime na rádio (não me lembro qual e também não sei quem o disse) mas vejam lá se não é, no mínimo, uma visão interessante?
Sabem o que é uma caixa de fósforos?
São milhares de incêndios adormecidos!
Genuíno e desconcertante! Gostei! :)

Peidinho discreto, mas pouco

Ora bem, costumo ir a ginásios há uma série de anos, aliás sempre fiz desporto desde os tempos de miúda e confesso que, também desde sempre, irrita-me o facto de nos balneários haver sempre demasiadas "partilhas", se é que me entendem?! Ora vejam a minha triste sina, quando jogava basquetebol, alguém resolveu partilhar comigo uma magnífica micose que depressa evoluiu para o tão conhecido "pé de atleta". Apesar do sofrimento de anos e da constante comichão, hoje, estou curada, graças à magnífica pomada Lamisil (que aconselho vivamente a quem padece desta maleita).
Mas neste post quero falar-vos de outras "partilhas", aquelas que têm som de rasgo de calças mas que denunciam os seus donos, quer pelo cheiro quer pelas bochechas ruborizadas com que ficam, consequentes de tal acto! Hehehe... Pois, foi isso mesmo que aconteceu ontem. Eu faço cicle num ginásio em Setúbal, ou spinning se preferirem, são os nomes dados para falar daquele desporto de bicicletas "indoor". É uma modalidade divertida e sempre pronta a exigir de nós todo o esforço, com a determinação suficiente para expulsar as gorduras indesejadas. Mas ontem, caros amigos... Ontem, uma senhora que pedalava ao meu lado resolveu presentear a turma com um cheiro nauseabundo vindo directamente do seu rabo (que, desculpem o desabafo, mas era gigaaaaaaante!) e só vos posso garantir que ia morrendo com o terrível cheiro. Eu desconfiei logo dela mas a minha desconfiança transformou-se bem depressa em certeza, pois a dita cuja, além de estar super encarnada na cara (o que não indicava nenhum sinal suspeito, uma vez que estávamos todos em esforço) não se conteve e soltou um tímido "Ups", seguido de "desculpem.." Ora, valha-me Nossa Senhora! Então a croma, além de mandar uma bomba atómica no ginásio ainda se denuncia! Olha que há gente parva, hã! Se fosse eu, tinha-me calado bem caladinha! Sim, estão a rir-se? Vá lá, confessem, quantos de vocês já não soltaram uns gases marotos em sítios públicos? Ahahaha... Eu acuso-me. Sim, já me aconteceu! É uma necessidade fisiológica e o meu médico disse-me que até faz mal conter! Mas sinceramente, eu acho que os meus "rasgos" não cheiram assim tão mal! ( Os nossos cheiram sempre a sabonete, é um facto!) Agora, eu estou convicta de que o cheiro nauseabundo vindo daquela mulher, de rabo do tamanho de uma panela de pressão, merecia ser estudado! Até podia ser um caso inédito, pois acredito que dali se conseguisse extrair uma energia alternativa que nos tornasse independentes do petróleo! Acabava-se a crise, os preços baixavam, a vida melhorava, andávamos todos alegres e contentes e viveríamos felizes para sempre graças aos peidos de uma gigante senhora!
Que história bonita, esta, não? Sim, eu sei hoje estou com a minha escrita apurada! Deu-me para isto, fazer o quê!? Mas era uma boa ideia, não era?
Aviso: Será mantida a confidencialidade relativa ao nome da senhora de rabo de panela de pressão, de forma a salvaguardar a sua imagem já bastante denegrida e mal-cheirosa... :)
Beijinhosssss

A terrível saga da fartura

Só consigo resumir o meu fim de semana ao meu célebre episódio com uma fartura. Só comigo! Pois bem, há imensooooo tempo que me andava a apetecer uma fartura (sim, com quilos de óleo e bem cheia de açucar) ... Apetecia-me e pronto! No sábado tive a "brilhante" ideia de concretizar o meu desejo! Nada mais errado... Depois de um dia bem passado, em que tive cá a família do meu cunhado e depois de uma bela sardinhada ao almoço, estava eu com o João, quando recebemos um telefonema de uns amigos a convidarem-nos para irmos jantar. Depois disso, tinhamos combinado ir até Aires (perto de Palmela) onde decorria uma Feira de Artesanato. Como o João andava há semanas com vontade de comer uma açorda de marisco, lá fomos comer o pitéu. Estava óptimo. Não comi muito, mas comi o suficiente para ficar bem, apesar dos muitos condimentos da açorda e do meu estômago andar sempre a pedir-me com gentileza que não coma pratos daqueles. Mas um dia não são dias... Acontece que pensei com os meus botões: "se vamos a uma feira de artesanato, deve haver lá imensas roulotes de farturas e lá vou eu satisfazer o meu desejo de há umas semanas e lambuzar-me toda com esta iguaria". Comi. Estava quentinha e super saborosa. O pior veio depois... Visitámos a feira, (ah e o meu amor ofereceu-me uns chinelos giríssimossssss) Tão querido! Depois fomos até à casa do João ver um pouco de tv e eis quando dou por mim, terrivelmente mal disposta, cheia de azia e com uma vontade incontrolável de vomitar! Sim, a minha pessoa, tinha decidido comer uma fartura no meio da digestão e depois de uma açorda! Que magnífica decisão! A minha agonia era de tal ordem que decidi ir para casa com as janelas do carro completamente escancaradas, desejosa de que o vento aligeirasse a minha terrível má-disposição... Mas nada! Assim que chego a casa, deitei-me e comecei a sentir-me cada vez pior. Conclusão óbvia: lá se foi a açorda, a fartura e tudo o que estava alojado no meu estômago pelo cano abaixo, seguido de um toque inteligente no autoclismo! Bahhhh...
Moral: Não cedas à tentação, na maior parte dos casos dá mau resultado!
Ps: Apesar de ser segunda-feira, já me sinto mais animadita. Mas a semana passada, confesso-vos, foi terrível para mim... Já passou! "Bola para a frente que atrás vem gente!" :)

Tristeza

Tou triste, não consigo parar de chorar e só me apetece desaparecer! Gritar ao mundo que me deixem em paz, que me acalmem esta dor! Tenho saudades! Tenho saudades! Tenho o meu coração a estalar...

Três meses...

Era uma quinta-feira, o meu telemóvel tocou depois da hora de almoço. Tinha a certeza de que era a notícia mais desejada que eu ia ouvir: “O Tiago vai nascer” ou “Rebentaram as águas” ou qualquer outra coisa normal, quando estamos a falar da minha irmã prestes a completar 40 semanas de gravidez… Do outro lado consegui perceber pela voz da minha mãe que o meu mundo ia ruir ali mesmo e não me enganei.
Em vez da esperada boa-nova ouvi a frase mais dura e cruel dos meus 25 anos de existência… “A mana perdeu o bebé, o coração do Tiago deixou de bater, a mana está em Viseu à nossa espera. Anda para casa, Joana, depressa…” Esta foi a sequência de frases que ouvi da minha pobre mãe.
Ainda sei de cor cada palavra deste telefonema. Ainda me lembro do meu café deixado a meio e de me ter precipitado pela rua a chorar que nem uma louca, perante o olhar incrédulo das pessoas que se iam cruzando comigo… Tenho bem presente as três horas de viagem de Setúbal a Viseu, agarrada ao João (que nunca me deixou cair), tenho na memória cada parede daquela Urgência de obstetrícia do Hospital de Viseu e da forma bruta como agarrei a pobre enfermeira em peso, ordenando-lhe que indicasse onde estava a minha irmã. Disse-lhe num tom de voz áspero e duro que não sairia dali enquanto não a visse, que tinha feito três horas de viagem e que não aceitava nenhuma justificação que me impedisse de lhe dar um beijo. A imagem dela sentada num banquinho agarrada à barriga, ao lado da cama, ainda hoje não me sai da cabeça… A única coisa que fui capaz de fazer foi mesmo dar-lhe um beijo com os olhos bem cheios de lágrimas e sair porta fora com aquela túnica verde (que me tinham obrigado a vestir) e com uma dor no corpo que me pesava na alma e me travava os passos…
Até esta altura, não fazia ideia de que a minha mana teria de passar pelo processo normal de qualquer grávida. Não bastava o facto de o Tiago estar dentro dela sem vida, como ainda teria a pobrezinha de esperar pela dilatação e atravessar um parto normal… Foram mais de 24 horas de uma espera angustiante! A determinada altura, o meu medo revelou-se todo por ela, por medo que lhe acontecesse alguma coisa, que não aguentasse… Mas aguentou. A minha mana portou-se como uma verdadeira heroína! O meu cunhado e a minha mãe tiveram com a minha irmã o tempo todo… mesmo na hora do parto. Só que o Tiago nasceu sem vida, pobrezinho… Ninguém o viu. Mas todos sabemos o quanto era nosso, o quanto era bonito, o quanto tinha os nossos traços… Ah e os olhos verdes do avô! Eu sei que tinha os olhos verdes do avô…
A minha irmã foi para o recobro. Só podíamos vê-la por poucos minutos e só podiam entrar duas pessoas de cada vez. Antes deste momento, o João abraçou-me e disse-me que iria comigo e que não podíamos chorar para não deixar a minha irmã ainda mais triste… Era a minha irmã que ali estava, gaita! Já não tinha a barriga gigante em que eu tantas vezes tinha colocado o ouvido e posto as mãos, já não tinha o brilho no olhar que eu me tinha habituado a ver mas ainda assim pediu-me que não chorasse… O João fez-se de forte mas também para ele estava a ser difícil travar as lágrimas. Eu não chorei…
Hoje, passados três meses sei que temos feito frente a esta dor permanente que nos quer destruir mas que não consegue. Hoje, sei que o irmãozinho ou irmãzinha do Tiago vai chegar na hora certa e que nós vamos estar aqui para o receber sem medos. Apesar da enorme esperança que vive no meu coração, continua aquela amargura no peito, aquela dor que corrói e destrói vezes sem conta, sempre presente, sempre aqui. O meu sobrinho Tiago escolheu o Céu como morada e deixou-nos a chorar a sua ausência. Sinto saudade… Este não é um dia fácil. Se o Tiago estivesse neste mundo, hoje faria três meses de vida. Como não está, faz três meses que choramos e sentimos a sua falta… Não era para ser assim…
Como alguém diz, "um beijo daqui até ao Céu"...

Atchimmmm!

Olhos cheios de lágrimas, aquela dor de cabeça persistente, o pingo no nariz... Resumo: Estou constipada! No Domingo já me sentia bastante mole, segunda-feira só tive sinais de gripe lá para o final da tarde e, hoje, acordei num estado lastimável a precisar de ficar em casa, enfiada na cama. Mas não fiquei. Tive de vir trabalhar, se bem que acho que estou a arder em febre e isso nem sequer me deixa pensar como deve de ser. Quanto mais escrever!
Sinto-me doente, estou doente... Parece-me bem que terei de informar o meu patrão de que vou deixar o escritório mais cedo. Vamos lá ver se aguento até às 7 da tarde. Sinto-me péssima...

Que pesadelo...

Amigos,
Acordei num choro compulsivo e fiquei aliviada por ter-me apercebido que se tratava de um pesadelo. Foi assim que acordei esta manhã... O toque do despertador era a sirene da ambulância que abruptamente acordou-me para o dia. Fiquei mais de 10 minutos sentada na cama a tentar acalmar o meu espírito. Senti-me terrivelmente mal e naquela altura só me apeteceu ter alguém a meu lado que me desse um abraço forte. Nunca me questionei acerca do significado dos sonhos mas o de hoje, de tão mórbido e assustador, deixou-me inquieta e cheia de uma curiosidade que, mesmo assim, é mais pequena do que o meu medo de saber o que quer dizer. Às vezes, sinto que vivo uma vida dupla enquanto durmo. Sinto que sou outra pessoa, que tenho outro corpo e que vivo numa cidade longínqua num país que nem sequer existe. Não vejo caras de ninguém conhecido (pelo menos não me recordo delas) mas vejo-me a mim própria nas situações mais caricatas. É estranho... Tenho um medo terrível de adormecer e acordar com aquela amargura outra vez. Acreditam que os sonhos têm significado? Eu nunca acreditei muito nessas "tretas" até porque quem me conhece sabe que sou muito "terra à terra" na minha maneira de lidar com os acontecimentos... Ando cansada, deve ser isso. Ando também ansiosa e este sentimento não me ajuda a descansar.
Hoje vou sair do trabalho, vou ao ginásio refrescar as ideias e vou pór os pés de molho numa água bem quente cheia de sal. Já experimentaram? É uma das sensações mais maravilhosas... Quase que depositamos todos os nossos pensamentos num alguidar onde os nossos pés mergulham, quando o que mais queriamos era mergulhar a nossa cabeça para que as ideias brotassem daquela água como visões de génio. Será? Génio... Que jeitão que me dava se me aparecesse um, saidinho de uma lâmpada, pronto para me satisfazer alguns desejos. Garanto-vos que não pediria coisas impossíveis mas pediria algumas que contemplassem o meu mundo e de todos os que mais amo.
Entretanto, aproveito para dizer que também estou um pouquinho chateada. A Enfermeira Didi nunca mais me diz nada. Será que se esqueceu de mim? Será que deixou de se empenhar com a causa Artémis? Será que lhe fecharam portas? Não quero acreditar... Quero pensar, que ela não me disse nada porque anda cheia de trabalho e estas coisas levam o seu tempo.
Ontem fizeram a transmissão em directo das "Barrigas de Amor". Gostava de ter ido, gostava de ter visto mas não fui, não vi e pronto! Isso chateia-me!
Esta manhã fui buscar as minhas análises, as minhas plaquetas têm um valor baixo. Já estou com macaquinhos na cabeça (como se já não tivesse uma selva de preocupações a viver no meu cérebro)! Enfim, é segunda-feira e é inevitável ter outro estado de espírito que não este...
Lá para o final da semana escrevo outro post, espero que seja bem mais animado do que este... E se eu vos tivesse contado o meu pesadelo, aí sim, garanto-vos que ficariam ainda mais chocados. Não vale a pena, foi um sonho mau, já passou e não vai voltar... ( reacção aconselhada no livro "O Segredo" perante situações e momentos dramáticos) Claro, claro! É mesmo assim, pensamos positivo e "Puff!" Tudo se resolve! Não se está mesmo a ver? Tretas, tretas, esta vida está coberta de tretas para pessoas parvas que, como eu, têm de acreditar em qualquer coisa para não se renderam ao mau humor, à tristeza e ao desencanto....
Ps: Neste momento toca uma música na rádio que adoro, mas não sei quem canta, nem o nome... "I took the chance of lovin you...", diz o refrão.
"If I was a book I know you read me every night...", diz esta senhora, dona de uma voz que acalma e me lembra subitamente que tenho de TRABALHARRRRR!

"A dor de perder um filho"

Não conheço a dor de perder um filho... Conheço a dor de ter perdido um sobrinho. O Tiago cresceu na barriga da minha irmã durante quase 9 meses mas não conheceu o nosso mundo, contra todas as expectativas e sonhos que durante este período alimentaram o sorriso da minha família. O Tiago entrou para os números das negras estatísticas da perda gestacional, que afecta milhares de mulheres em todo o mundo mas, acreditem, não será apenas mais um! Não será porque eu não vou deixar que o seja!
É com alguma serenidade que vos escrevo estas palavras, pois o tempo tem tratado de aligeirar esta dor corrosiva e impiedosa que tomou conta do meu coração. Hoje, sinto-me uma menina-mulher que cresceu aos trambolhões nestes últimos meses, ao mesmo tempo que sinto que amadureci o suficiente para não deixar que as minhas convicções sejam abaladas pelos obstáculos desta vida. Vou ultrapassá-los todos, um por um, como uma guerreira!
Hoje, é um dia especial na minha vida como menina-mulher e como jornalista. Hoje, foi publicado um artigo escrito por mim no Semanário SEXTA, encontra-se no suplemento Mulher e chama-se "a dor de perder um filho". Foi um desafio pessoal e, confesso, emocionalmente devastador mas acredito que a mensagem vai tocar todas as pessoas... É com um enorme orgulho na alma que tenho a honra de fazer parte da Associação Artémis, que tanto me tem ajudado a mim e à minha família a perceber este mundo da perda com coragem, determinação e esperança! Neste cantinho, acreditamos ser possível sonhar de novo. Neste cantinho tive o privilégio de conhecer algumas das Mulheres mais fantásticas, que abraçam esta causa como se de um filho se tratasse, que nos tratam com um carinho e uma compreensão que julguei não ser possível encontrar...
É com o coração aberto que dedico as minhas palavras a todas as mamãs (e papás) que viram os seus bebés partir mesmo antes de lhes poderem pegar no colo e dizer-lhes o quanto o amavam, é à minha mana que dedico todo o meu amor e é como uma homenagem ao meu anjinho Tiago que espero que as minhas palavras voem do papel para os ouvidos de todos os que nos podem ajudar a quebrar barreiras. Sei que neste momento o Tiago olha-me lá do alto e diz com orgulho "Obrigado, tia".

Não há tempo para mais

Estou a aproveitar os poucos minutos que restam da minha hora de almoço para vos dar uma palavrinha...
Hoje, resolvi mandar mensagens a amigas minhas com quem não estou há séculos!
Hoje, decidi que ia ao banco apanhar uma grande seca só para pedir uma informação.
Hoje, estou cheia de trabalho!
Hoje, estou cheia de vontade de ir ao ginásio!
Hoje, estou com vontade de "matar" alguém se me falarem em praia!
Hoje, tenho que ir marcar as minhas análises.
Hoje, sinto umas saudades incríveis da minha mana!
Hoje, quero ter um dia produtivo!
Hoje, estou sem tempo para escrever mais...

Porque é que o dia só tem 24 horas? Alguém me explica?! Não dá para nada! E eu queria fazer tanta coisa... Ah!E "Viva a España!"

Estou! Ponto.

Estou ansiosa
Estou nervosa
Estou cansada
Estou angustiada
Estou com a neura
Estou sem apetite
Estou com saudades
Estou sem nada de especial para dizer
Estou com vontade que o amanhã chegue rápido...

Bahhhhhhhhhhh.... Apetece-me gritar ao mundo! Já gritei! Fim de post!

Sentir-me bem, ajudando...

Senti o apelo... É isso mesmo! Não se explica, sente-se! Como sabem, o meu sobrinho é um anjo, a estrela mais brilhante do meu Céu, a minha força sempre presente e agora sinto que encontrei uma forma de lhe fazer uma homenagem. Vou ser (já sou) voluntária da Associação Artémis. Sim, aquela associação de que vos falei dois posts abaixo. Vou ajudar as mamãs que se depararam com a perda dos seus filhotes, tal como aconteceu com a minha mana. Sinto-me incrivelmente corajosa para tomar esta responsabilidade e agir! Agir em prol dos outros e de mim mesma. Sinto-me bem, incrivelmente bem comigo! Como tudo na vida, temos de começar pelo princípio das coisas, romper barreiras, abrir portas fechadas, alertar consciências, mas tenho a certeza de que no futuro todas as mulheres que se confrontem com a dor da perda gestacional em qualquer que seja o hospital deste país, terão o apoio das voluntárias Artémis para lhe "atenuarem" a dor. Tenho a certeza... Não é para já, mas é para ontem! Estou muito entusiasmada e nenhum obstáculo irá conseguir travar a minha vontade!
Este Sábado teve lugar em Lisboa, na Bertrand do Vasco da Gama, o lançamento do Livro "Pacto de Silêncio", uma obra escrita por uma pessoa fantástica que tive a honra de conhecer, Manuela Pontes, que retrata nas palavras o drama de muitas mamãs que, tal como ela, viram os seus bebés seguir para o Céu. Do livro fazem parte alguns testemunhos, o da Sandra (que também conheci através da Artémis) impressionou-me desde o início pela quantidade de pormenores semelhantes ao caso da minha irmã... E a minha mana esteve comigo no lançamento, contactou com outras guerreiras a quem a vida lhes passou uma "rasteira", riu e chorou de emoção... Conseguem compreender o que isso significou para mim? Para ela? Este drama tomou conta das nossas vidas mas não nos deixámos dominar por ele! Sentimos a eterna saudade do Tiago mas por ele arranjámos forças para seguir em frente. A Associação Artémis entrou na minha vida e através dela tive a oportunidade de conhecer alguns dos seres humanos mais fantásticos. A minha homenagem sincera à Sandra, uma mulher com M grande que me ensinou com a sua experiência de que vale sempre a pena ACREDITAR! Uma homenagem profunda à Manu, pela sua palavra de alento, pelo seu espírito empreendedor, pela ideia da criação de uma Associação que nos acolheu de braços abertos! Obrigada!

O segredo: as peripécias de uma conferência...

O prometido é devido e, por isso mesmo, aqui estou eu pronta para vos escrever sobre a minha experiência pessoal na Conferência do Segredo, que se realizou na quarta-feira no Pavilhão Atlântico.
Saí do trabalho por volta das 18h, arranquei em direcção a casa para ir buscar a minha mãe e lá fomos as duas rumo a Lisboa para uma experiência, no mínimo, diferente. Nas bilheteiras, levantei o meu prémio e a minha mãe (totalmente influenciada por mim) lá pagou 30 euritos para se sentar ao meu lado na conferência. Confesso-vos que estava muito ansiosa, pensei que nada acontece por acaso e que naquele dia tinha de estar ali. Não percebia bem porquê... E continuo sem perceber mas... Fui.
A conferência, agendada para as nove da noite, começou já passavam das 9 e meia (odeio atrasos mas nem isso me tirou o bom humor e o meu toque de positivismo inabalável). Enquanto o "espectáculo" não começava, entreti-me a apreciar a moldura humana do Pavilhão Atlântico e aos poucos eram mais de seis mil as pessoas sedentas por desvendar "O Segredo". Juro que, a determinada altura, aquilo mais parecia uma seita com as pessoas aos pulos e a gritarem de entusiasmo... Eu também estava dentro desse espírito, confesso! Obviamente que mantinha a minha postura low profile, até porque é isso que se exige de uma pessoa "normal" como eu! Ahahaha! Ao meu lado, estava uma velha parva que passou o tempo todo ao telemóvel ( e falava tão baixiiiinhhhooo!) que obviamente não pude deixar de ouvir a conversa da tal senhora que, mesmo antes da conferência começar, já estava preocupadíssima com o medo de perder o último autocarro para Setúbal. Ah, muito importante, tinha o livro do Segredo no colo e, sinceramente, pela postura dela não me parecia que tivesse tido a inteligência suficiente para perceber a sua mensagem. É que de positivo, aquela mulher não tinha nada! Enfim... Quando dei por mim, apagaram-se as luzes e assisti à entrada triunfal da Rita Mendes (mestre de cerimónias daquela noite) em palco. Ora aqui começa a série de peripécias que assolaram a tão desejada Conferência...
Pois bem, a tal Rita estava de tal maneira inspirada que saiu-se com uma das frases mais geniais da história e que me fez ter um ataque de riso desconcertante como não tinha há séculos, já que sai-se com esta preciosidade digna de registo: "Boa noite Pavilhão Atlântico, boa noite Portugal, eu sei que vieram pessoas de todo o lado e inclusive tenho a informação de que vieram três caminetes do Norte!" :) TRÊS CAMINETES?! Oh amiga, já tens uma bela idade para ter juízo e para te dedicares ao estudo intensivo da língua de Camões! Não me parece que "caminete" conste do nosso dicionário mas ainda assim deixo-te uma dica: da próxima vez, troca esse belo substantivo por autocarro. Sei lá! Parece-me bem... Podia ter sido pior se tivesses dito "caminete da carrêra" mas talvez te desculpasse por seres alentejana. (E como eu adoro os alentejanos!) Agora assim não te desculpo! :) Nota: Este é só um exemplo da arte lusa desta Rita mas muitos outros existiram...
Bem, sigamos para o que interessa, até porque já vi que este post vai ser longo...
O cabeça de cartaz da conferência era o americano Bob Proctor, co-autor do livro O Segredo, e era por ele que eu aguardava com alguma ansiedade mas foi o português Adelino Cunha, o primeiro orador da noite. Trata-se de um empresário português bem sucedido que tem uma empresa no Porto (não me lembro o nome) mas é vocacionada para esta vertente da motivação e promove cursos e tal... Ora bem, este senhor surpreendeu-me! É alguém com o dom da palavra e que nos passou uma mensagem de optimismo e de motivação simplesmente genial! À medida que o ouvia falar, tinha a sensação de que ele tinha-me andado a vigiar lá em casa, no escritório e que até tinha entrado na minha mente e sabem porquê? PORQUE ELE PARECIA QUE FALAVA PARA MIM! Já tiveram essa sensação? Gostei, gostei bastante... Fez-me pensar numa infinidade de coisas e confirmei ainda mais a minha convicção de que nada acontece por acaso. Quando dei por mim já eram 22h30! Tinha passado uma hora no relógio, mas para mim o tempo passou sem que eu desse conta! Não é fácl alguém prender a nossa atenção durante 60 minutos! E eu que trabalho em comunicação, sei bem do que falo!
O pior veio a seguir...
Bob proctor foi o senhor que se seguiu e sentia-se naquela imensidão de gente que estava no Pavilhão Atlântico uma ansiedade igualzinha à minha. Correu mal... Muito mal... Não pelo Bob Proctor em si, que é um filósofo de uma capacidade fora do comum, mas porque a experiência que o promotor do evento quis testar naquele dia, com uma tradução legendada em simultâneo, simplesmente não funcionou!!! NÃO FUNCIONOU MESMO! FOI VERGONHOSO! Óbvio que, para mim, não houve problema, uma vez que domino o inglês e, mal ou bem, consegui extrair o "sumo da mensagem" mas para a minha mãe que tinha ido comigo, que pagou 30 euros pelo bilhete e para grande parte das pessoas que lá estavam, não foi nada agradável! Eu esforçava-me por traduzir para a minha mãezona um resumo do que ia ouvindo, enquanto ela se ia desinteressando cada vez mais de ouvir o senhor pois não conseguia perceber quase nada. As "legendas" apareciam nos écrãs gigantes com falhas brutais, com um delay que ultrapassava todos os limites do aceitável e num "português" muito estranho e completamente ofensivo, tal não era a qualidade daquele trabalho... CORREU MAL. FIQUEI FULA! (Entretanto a tal velha parva que vos falei no início do post já tinha decidido ir apanhar a tal "caminete" para casa, abandonando o Pavilhão!) Acabei por desconcentrar-me da mensagem e o tal Bob Proctor, apanhado inocentemente nesta questão, foi completamente "abafado" pelo primeiro orador. Ele falou, falou, falou... a minha mãe já estava quase a passar pelas brasas, eu tentava não deixar a coluna naquelas cadeiras (confortáveis até mais não, ironicamente falando...) e ia pensando com os meus botões: "Mas esta gente organiza um evento desta dimensão e não tinha um plano B para a tradução?!" Pois, não tinha! Quando verificaram que aquilo ia correr muito mal e que não estava a funcionar, tinham de pôr alguem a traduzir oralmente (como é normal) e pronto! Solucionavam a coisa...
No geral, gostei, senti que muitas coisas que tinham sido ditas faziam imenso sentido! E retirei o mais importante daquelas duas horas e meia de conferência: " Nós atraimos para nós tudo o que pensamos, se pensarmos coisas boas elas vêm até nós. Se pensarmos coisas más elas também vêm... Esta é uma ginástica mental que não é fácil de pôr em práctica mas que resulta. Além disso, sorrir custa menos do que fazer uma cara carrancuda! E não é por estarmos desorientados que a vida lá fora vai mudar, mas nós temos a força para mudar as coisas com as nossas atitudes!" Faz sentido, não faz?
Bem, mas ainda não terminou a saga do Segredo! Ah pois não... Ou acham que a tal Ritinha Mendes ia perder a oportunidade de se "enterrar" ainda mais? No final, esta pérola da comunicação teve a excelente ideia de pedir à multidão do Pavilhão Atlântico (enfurecida com a tradução) uma «salva de palmas para as duas tradutoras que testaram um sistema inovador de legendagem e que se esforçaram muito»! Ora, está-se mesmo a ver o que aconteceu a seguir... A multidão revoltou-se e deu a tal salva de palmas de punhos fechados acompanhada de assobios e apupos, bem fora do contexto positivista da Conferência! Lol... Ninguém aprendeu nada! E a maior parte foi lá gastar 30 euros! Eu não, porque ganhei o bilhete... Ahahah Isto quase que dava um filme! Para terminar a "reportagem" que já vai longa, ficou-me na memória a apoteose final. É que durante toda a conferência, passava um número nos écrãs para onde as pessoas podiam mandar um sms com uma pergunta, e no final o Bob Proctor respondia às dez melhores. Pois o Senhor não falhou com o prometido e a mensagem "vencedora" merece ser partilhada com vocês... E foi a seguinte: "Se eu acreditar muito, esta sms vai aparecer no écrã gigante? Obrigada por esta magnífica experiência!". E apareceu... :)

Votar, votar, votar... JÁ!!!!

Amigos,
Estou sem tempo para escrever o post sobre a conferência de ontem do Segredo mas amanhã conto-vos tudo. JURO! Apesar de tudo, o que me leva a escrever este post é algo muito, muito, muito importante.
Façam o que eu digo e não questionem! Só preciso que votem em massa neste magnífico selo ( para o concurso "Aqui há selo" 2008 promovido pelos CTT) é da Autoria da caríssima Manuela Pontes, tem um barrigão de mamã enorme num céu azul e representa uma mensagem muito importante passada diariamente pela Associação Artémis!
Um pequeno aparte: Já agora informem-se sobre o magnífico trabalho desta Associação e das pessoas magníficas que a ela se dedicam. Como grande parte de vocês são meus colegas de jornalismo, porque não incluírem nas vossas agendas mediáticas a cobertura do lançamento do livro "Pacto de Silêncio" que vai ter lugar este sábado, dia 21 às 16h, na Bertrand do Centro Comercial Vasco da Gama. Qualquer dúvida, liguem-me. Eu ajudo no que for preciso! Temos de divulgar esta Associação, não podemos ficar indiferentes à mensagem que ela passa e que é tão importante para tantas mulheres! INFORMEM-SE!!!!
Bem, voltando ao selo, o link é:
VOTEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEMMMMMMMMMMMMMMM!
A VOTAÇÃO ACABA JÁ AMANHÃ!
beijo, beijo, beijo!
Obrigada!
Ps: Bem, tenho tanto trabalho atrasado! SOCORRRRROOOO! Ah e viva Portugal!

O Segredo persegue-me!

Ok, eu admito! Estou maluca, estou viciada, estou crente, estou entusiasmada, estou positiva e tudo isto deve-se ao Segredo! Sim, eu sei que parece um discurso alucinado mas é verdade! Hehehe... O que posso fazer? De há uns tempos para cá (leia-se quando comecei a ler "O segredo") tenho-me sentido mais feliz, melhor comigo mesma e com os outros e, acima de tudo, com uma capacidade bem maior de entender o mundo à minha volta. Eu sei que parece estranho mas, raciocinem comigo... Hoje é o dia de uma mega conferência no Pavilhão Atlântico com um dos co-autores do livro, Bob Proctor, e eu até há bem pouco tempo estava com muita vontade de ir (lembram-se? Até escrevi isso num dos posts). A verdade, é que depois comecei a pensar na crise e no que podia fazer com o dinheiro do bilhete e tal, e acabei por não o comprar. Pois bem, a verdade é que vou mesmo à tal Conferência! E perguntam vocês: "Vais pagar 30 euros para ouvir um gajo a falar da lei da atracção, de positivismo e todas essas tretas?" Agora vem a parte melhor, quando vos respondo: "não, não vou pagar!" Pois ontem fui informada de que ganhei um bilhete através do portal sapo! Não é maravilhoso?! Eu queria ir, acreditei que ia e ganhei um bilhete! O segredo já está a funcionar! Ahahah! Sim, porque até ao dia de hoje nunca tinha ganho nada na vida, nem mesmo uma mísera raspadinha premiada me tinha sequer alguma vez saído! E agora, truca! Um bilhete grátis para ver a conferência do Segredo! O que é que vocês faziam? Não iam, queres ver! Pois eu vou e estou super entusiasmada por ir! Até porque consegui convencer a minha mãe a comprar um bilhete e ir comigo! (O meu terrível poder de persuasão funciona sempre com a minha mami) Vamos jantar as duas, naquele típico programa mãe-filha que sabe tão bem, e depois lá vamos nós mergulhar no Segredo! Hihihi... Sinto-me ansiosa! Amanhã trago novidades! ;)
O Segredo anda por aí!!!! Ahahahahhaha

Sol, sol, sol

Parece que o Verão veio para ficar. Será? No Verão ficamos mais bonitas, mais alegres, mais morenas ou com o estilo camarão (nalguns casos) mas a verdade é que ficamos diferentes... O tempo ajuda a passarmos por cima das amarguras da vida, por isso toca a aproveitar! Mas o sol acaba por ter uma coisa que me complica com o sistema nervoso, já que nós, mulheres, somos obrigadas a estar sempre perfeitinhas, sem os incómodos pêlos, e já para não falar naqueles magníficos dias do mês que teimam em aparecer na semana de mais calor! Grrr...mulheres complicadas!
E tenho dito!

A bronca dos combustíveis

É assustador? É! Já repararam bem o quanto estamos dependentes do tal "ouro negro" que vem lá dos confins da terra? Aperceberam-se de que o país parou junto com os camiões amontoados na beira da estrada, impedidos de circular? Deram conta de que os "nossos" governantes adoptaram a técnica da avestruz, e que continuam com as cabeças enterradas, enquanto o zé povinho anda louco nas imensas filas para tentar abastecer os depósitos? Nem sei o que pense... A única coisa que sei foi que, ontem, enquanto seguia para casa e à medida que me ia deparando com as bombas de gasolina encerradas, ia percebendo o poder de uma classe capaz de fazer parar um país. A visão mais assustadora chegou na minha breve passagem pelo supermercado quando ao olhar para a bancada dos produtos frescos me apercebi que não havia rigorosamente nada! A imagem de uma mulher que tentava desesperadamente comprar os últimos litros de leite disponíveis na prateleira, congelou-me o cérebro! Pensei comigo mesma: "E se um dia não tivermos a liberdade suficiente para nos deslocarmos, para comermos, para sobrevivermos?" Cheguei a casa bastante deprimida e preocupada. Não fosse o facto da selecção ter ganho frente à República Checa (o que para os tugas é um grande momento patriótico) e diria mesmo que o drama tinha chegado em carne e osso. Hoje, acordo com a notícia de que o bloqueio de camiões acabou! ACABOU?! Infelizmente as consequências desta paralização ainda vão engrossar muito mais os números da miséria... Se vão!

Dois meses sem ti, meu anjo

Se o meu sobrinho não estivesse no céu a olhar por nós, hoje completaria dois meses de vida... Liguei à pouco à minha mana e inevitavelmente não passámos ao lado desta data, apesar de me sentir muito perturbada e sem saber o que dizer... Queria tanto ter o Tiago aqui. Tanto... Sei que ia ser a tia exemplar e a madrinha desejada se ele aqui estivesse. Mas não está e não consigo ter no coração outro sentimento que não seja saudade. Sim, saudade. Porque apesar de não ter conhecido o meu anjinho, sei bem como ele era, como eu o imaginei... Cheio de vida, de sorriso rasgado, "a cara da mãe e o cu do pai", tal como a minha mana disse na maternidade...Não há nada que console esta dor de alma e às vezes é tão difícil não me deixar assolar pela tristeza. O meu sobrinho vai ser sempre a estrelinha mais brilhante do céu. Sempre! Não há dia em que não pense como seria tê-lo aqui. Uma coisa posso garantir, enchê-lo-ia de beijos e mimos... Não te esqueceremos, meu amor. Nunca...

Não há condições!

A selecção vai jogar hoje, ÀS CINCO DA TARDE! Que raio de hora para marcarem o jogo da nossa mais que tudo! E agora? O que faço? Peço ao patrão para sair uma horinha antes? Ou dou a tanga e arranjo maneira de ver o jogo na net? Tenho de engendrar um plano, o quanto antes! Viva Portugal!
Um pequeno aparte: Estou preocupada com a escassez de gasolina nas bombas! No Montijo, o Eleclerc (não sei bem como se escreve este nome muito mal escolhido para hipermercado) já não tem combustível nos depósitos! Ai, ai que esta greve promete!

Acredito em anjos

Sei que há um anjinho que toma conta da minha família, lá em cima, bem no alto... Sei que olha por nós, que nos acalma o coração quando nada parece fazer sentido, que nos diz baixinho ao ouvido "não se esqueçam de mim mas sigam em frente". Por ti, tento sorrir e espalhar à minha volta a magia desse sorriso, porque tu, meu anjo, sorris onde quer que estejas porque sabes que aqui todos te amamos muito e sentimos o coração apertado de tanta saudade...
Desabafei, sinto-me melhor...

Desacansa em paz, avózinha...

Há algum tempo que não escrevia por aqui. Eis que mais uma vez volto a confrontar-me com uma triste estapa neste meu quarto século de vida... Que ano este! A minha avózinha faleceu há uma semana atrás. Quando penso no quanto estava a sofrer, sinto uma espécie de alívio por saber que agora já não sofre mais... A verdade é que me custou e custa muito saber que já não a tenho aqui. Quando dizemos que estamos preparados para aceitar a morte de alguém que amamos, nas condições em que a minha avó estava, mentimos. Na verdade nunca estamos preparados para nos despedirmos eternamente das pessoas que fazem parte da nossa vida e daquilo que somos, mas não nos resta alternativa senão a de aceitar. Tenho enfiado a cabeça no trabalho para tentar esquecer tudo o que tem acontecido comigo e com a minha família nos últimos meses. Parece estar a dar resultado...
No meio de tudo isto, tenho uma "boa" notícia. A minha mana prometeu-me que vai consultar um psicólogo que a ajude a ela e ao meu cunhado a seguir em frente e a ganhar forças para enfrentar a ansiedade. Tenho a certeza de que tudo vai correr bem...
Quero e preciso de focar-me num pensamento: "Depois de tudo isto, só poderão estar para vir coisas muito boas e momentos muitooooo felizes!"

Palavras sem qualquer sentido...

Triste, amargurada, sem rumo... Assim estou eu, assim me sinto, assim vou vivendo. Começo a achar que o mundo se virou contra mim. Começo a ter certezas de que andam a testar-me as forças. Começo a ter dúvidas de que seja capaz de aguentar mais um golpe.
Hoje, faltam-me palavras. Nada do que escreva será capaz de retratar fielmente a dor e a raiva que tenho no meu coração. Apetece-me gritar e pedir que o mundo pare! Que eu pare! Que adormeça! Que me adormeça o sofrimento num sono profundo e reconfortante....

Divagações à volta da expressão "casa da mãe Joana"!

Estou indignada há já muito tempo mas só hoje é que decidi escrever acerca de um tema que tanto perturba o meu "Tico e Teco"! Acompanhem o meu raciocínio... Quando nasci (e que momento importante foi o meu nacimento para a sociedade! hihi ) os meus amados pais já tinham escolhido o meu nome. Ia chamar-me Joana, que era o nome da minha bisavó. Até aqui tudo normal, como tantas outras escolhas de nomes... Mas Joana é um nome que dá azo a uma expressão que me irrita solenemente! Quantos de vocês já não ouviram a célebre frase "Deves pensar que isto é a casa da mãe Joana!". Ora, vejamos, que estupidez é esta? A CASA DA MÃE JOANA! Na wikipédia (sim, eu andei a investigar!) diz o seguinte:
Casa-da-mãe-joana é uma expressão de língua portuguesa que significa o lugar ou situação onde vale tudo, sem ordem, onde predomina a confusão, a balburdia e a desorganização. A sua origem remonta ao século 14.


Como se isto tivesse algum mísero sentido! Se essa tal Joana, que era mãe, e que era desarrumada, existiu; então devia estar cá para eu lhe dar umas chapadas bem dadas, para aprender a não manchar um nome tão bonito como este! Ah e mais! A Joana D´Arc esforçou-se tanto para dar a todas as Joanas o valor que merecemos e esta outra Joana (a da casa) estragou tudo! Não é justo, de facto! Porque é que não é a casa da Felismina, da Maria, da Sílvia! Sei lá! Tinha de ser a casa da mãe Joana! Desculpem lá o meu desabafo mas... Não há pachorra! Prometo que um dos meus posts futuros será também sobre aquela musiquinha irritante que também envolve o meu belo nome, e que me levou a atirar uma pedra da calçada à cabeça de um coleguinha do ciclo, que achou magnífico chatear-me o juízo com a dita cançãozinha! Sim, essa mesmo, a da Joana e da papa! Por hoje, fico por aqui que o testamento já vai longo... Até estou a pensar colocar na net uma petição on-line (cada vez mais na moda) para acabar de vez com esta expressãozinha ridícula e profundamente irritante sobre a casa dessa tal mãe Joana! É que estas coisas de "brincar" com os nomes têm muito que se lhe diga! Ok, admito, se me chamasse Abreu a coisa era bem pior... Não acham?! (riso profundamente desconcertante)

O que queres ser quando fores grande, filha? Jornalista, pai! Vou ser jornalista!

É com alguma serenidade que escrevo estas palavras... Quando era pequenita, os meus sonhos já eram de gente crescida. Sonhava que quando fosse "grande" queria ser jornalista! Na altura a minha ingenuidade fazia-me crer que este mundo era cheio de magia, agora percebo que não era bem assim... Vai-se lá perceber a mente de uma criança! A verdade é que acabei por sê-lo.
Sempre fui aquela típica boa aluna (que nunca estudava mas que tinha a habilidade de tirar notas altas), nunca fui envergonhada, adorava conversar e meter-me com toda a gente, na escola todos sabiam quem eu era, andava sempre a rir, tinha um montão de amigos, tinha os meus namoricos... Era feliz!
Por volta dos meus 16 anos, quando começou a chegar a altura de decidir o que realmente queria ser no futuro, assolaram-me algumas dúvidas. Estava indecisa entre direito e comunicação social, a minha mãe achava que eu devia ser enfermeira, o meu pai dizia-me que independentemente da minha escolha ia-me apoiar sempre, a minha irmã dizia-me que se era o que gostava que seguisse e eu... Desesperava! Resolvi fazer os tão conhecidos testes psicotécnicos, certa de que me iriam ajudar a resolver esta minha questão existencial e apontar-me a luz! Pois bem, o resultado dos tais testes acabou por ser, no mínimo, genial! "Joana, tu devias ir para artes!", disse-me a psicóloga orgulhosa do seu trabalho. Parece que estou a vê-la a dizer aquilo... E eu, com uma vontade hilariante de rir! Sim, porque eu nunca fui capaz de fazer nenhum trabalho manual digno de registo, os meus professores de EVT não sabiam o que fazer comigo tal não era a falta de jeitinho, nem um reles quadro em ponto cruz fui capaz de fazer na vida e a minha mãe (coitadinha) tinha acessos de loucura com os presentes que eu fazia para ela na escola!
A propósito destes presentes... ainda me lembro de fazer a birra da minha vida - na escola primária - porque no dia da mãe tinha feito um pregador com uma massa em forma de laçarote, pintei-o artisticamente com tinta prateada e bolinhas vermelhas e não entendia porque é que a minha mãe nunca o tinha usado!!!! Ahahah... Ela, carinhosamente, dizia-me: "Oh filha não vês que não fica bem com nenhuma roupa? Mas a mãe gosta muito, está aqui na caixinha das jóias, vês?" E eu, numa tristeza imensa a sentir-me a artista mais infeliz do mundo! Hehe...
Pois bem, hoje vejo que a psicóloga da escola não se tinha enganado assim tanto. É que da maneira como este país vai caminhando e com a penumbra em que mergulhou o jornalismo, realmente só uma ARTISTA como eu é que se vai aguentando nesta profissão...
A verdade é que aos 18 anos entrei toda orgulhosa para a Faculdade, ou melhor, para a Escola Superior de Comunicação Social! Também aqui há uma curiosidade (até porque na minha vida nunca tive facilidades e o início do meu curso também não foi excepção). Graças a um examinador "filho da mãe mal amado" que corrigiu o meu exame nacional de história, e que resolveu cortar 5, 8 valores numa pergunta de desenvolvimento (por eu ter passado meia palavra da margem), fui obrigada a não ter férias nesse ano e a fazer de novo as específicas em Setembro para entrar no curso que queria e na escola que queria! Só ia concorrer na 2ª fase e haviam só 2 vagas. Eu estudei, sabia que ia ser difícil entrar, a média era alta mas eu era mais forte do que todas as contrariedades! Tirei 17,5 no exame de história, voltei a candidatar-me e, cheia de convicção, disse para o meu pai: "Existem 2 vagas e uma vai ser minha!" E foi mesmo! Na altura, algumas pessoas ainda me disseram: "Ah pois, tiveste sorte!" SORTEEEEE?! Então e a minha dedicação? E as horas de estudo? E o meu verão passado em casa agarrada aos livros? SORTE!!! Deixa-me rir... Mérito! Mérito meu e só meu! Lá entrei eu, orgulhosa de mim com média de 16.5 valores e para o meu curso de jornalismo! Fiz o curso nos 4 anos devidos, esforcei-me e, apesar de todas as dificuldades, até tenho razões para me orgulhar da minha caminhada profissional ao longo deste três anos de "licenciada".
Acontece que estou farta do meu trabalho, da minha empresa, do meu patrão... Mas não estou decepcionada com a minha escolha! Acredito que ainda vou ser muito feliz a fazer o que mais gosto: Jornalismo! Acredito que a minha oportunidade vai chegar! E sabem que mais? Quando chegar, eu vou agarrá-la com unhas e dentes e mostrar toda a minha garra! Estou a precisar de um novo desafio profissional na minha vida! Preciso de sentir-me valorizada! Preciso de estimular o meu lado intelectual! Preciso de voar mais alto! Não vou cruzar os braços! Vou à luta! Todos os dias da minha vida, sem excepção! Vou e hei-de conseguir! Ahahah...Ou não me chamo Joana!

Afinal o "Segredo" existe mesmo...

Não sei por onde começar mas só vim aqui dizer-vos que afinal o tal "Segredo" existe! Não gozem! Existe mesmo... :) Desde há uns dias que ando a tentar pôr em práctica a tal lei da atracção e, acreditem, resulta! Vou dar-vos notícias em breve! Por enquanto, vão ter de vencer a curiosidade...
Agora deposito também todos os meus pensamentos no meu maior desejo: ser tia! Acredito que daqui a meia dúzia de meses vou poder escrever aqui uma das minhas maiores alegrias. Acredito, acredito, acredito! E nada neste mundo me vai convencer do contrário! NADA!
Este fim de semana a minha mana e o meu cunhado vieram visitar-nos, tal como vos tinha dito no meu post anterior. Ela anda em baixo, o que é normal... Não esperava vê-la aos pulos e aos saltos mas gostava de senti-la um pouco mais confiante e serena. Não senti... Não é fácil para nenhum de nós lidar com este desgosto mas para a minha irmã sei que a dor é bem mais forte e destruidora, pois foi ela que carregou o Tiago nove meses na barriga e ele não está aqui. Não podemos fazer mais nada a não ser chorar a nossa perda e acreditar que a vida vai compensar-nos por todo este sofrimento que agora passamos. Só assim, este mundo tem sentido...
No sábado, tive pela primeira vez com o Pedro (o sobrinho do joão e meu também, claro!) depois de tudo isto ter acontecido. Não foi fácil. Não foi nada fácil. Não consegui segurar as lágrimas e a emoção... Ele, coitadinho, olhava para mim sem perceber nada e quase como se me quisesse dizer "tia, não chores! Eu vou dar-te miminho quando estiveres triste"... Foi duro. Senti que o meu coração chorava mais do que nunca. Sonhei tanto em ter o Tiago assim, no meu colinho... Apertei o Pedro no meu mais profundo abraço. Dei-lhe beijinhos, ele agarrava-me a mão e fazia-me festas... Senti-me triste e desamparada mas também senti-me feliz por tê-lo junto de mim. O João não me deixou cair nem ceder à tristeza... Aguentei-me. A joaninha, a bebé dos meus amigos Ana e Pipita chorava enquanto toda esta mistura de emoções tomava conta de mim. Tudo aquilo deixou-me incrivelmente frágil e sem reacção. Não posso pedir ao mundo que acabem as grávidas e os bebés só porque eu estou a sofrer. Não posso! Mas às vezes gostava... A cada momento sinto que vou ter mais força para enfrentar estes meus "traumas" mas também sei que para isso acontecer, não posso isolar-me do mundo. Tenho de estar firme e desafiar os meus limites... Só assim vou ganhar forças para me ajudar e ajudar a minha mana.
Hoje estou "bem" (com toda a relatividade desta palavra) mas estou "bem"...
Quando puder escrever de novo que me sinto feliz, vocês serão so primeiros a saber...

Vou contar-vos um segredo: Este é o meu melhor post! Pxiuuu...

Pois bem, o post que hoje escrevo é, no mínimo, hilariante! E hilariante porquê? Passo a explicar... Ontem tive um daqueles dias a que, vulgarmente, chamamos de dia NÃO! Mas também costumam dizer que é o nosso estado de espírito que por estar negativo atrai coisas negativas. Será? A avaliar por estes "dizeres", então ontem o meu íman de negatividade estava na força máxima! Comecei o dia logo muito bem (ironicamente falando), pois o despertador tocou, eu desliguei-o e como consequência óbvia, adormeci! Já não era mau o facto de estar quase uma hora atrasada para o trabalho quando, ao chegar ao escritório, deparei-me com a alegre visão de que não tinha nenhum sítio para estacionar! Dei umas três voltas ao quarteirão e eis que consigo ver ao longe um mísero espacinho que parecia sorrir para mim (confesso que achei estranho) mas lá fui eu e fiz um estacionamento em "L", daqueles em que não temos mais do que um dedo de distância do carro da frente e do de trás e que, só com grande perícia minha, fez com que o meu carro lá coubesse. Pois, até aqui tudo bem. Mas, quando acabo a minha magnífica manobra de arte, sai um senhor disparado de uma loja em frente e pergunta-me se ia demorar muito tempo. Respondi-lhe que sim. O dito senhor não perdeu tempo e gentilmente informa-me de que ali o estacionamento é proibido e que ele tinha comprado o lugar para os seus clientes e que, portanto, eu tinha de sair. Ouvi estupefacta, respondo-lhe educadamente que tinha percebido a ideia e volto a fazer a magnífica manobra mas, desta vez, no sentido inverso! Ou seja, tive de retirar o carro daquele magnífico lugar que, de tão apertadinho que era, fazia-me achar que eu era um ás do volante! A minha questão é só uma: PORQUE É QUE O CROMO DA LOJA NÃO ME AVISOU, ANTES DO MEU BRILHANTE ESTACIONAMENTO, QUE AQUELE LUGAR ERA PROIBIDO?! Bufei... E que remédio tive eu se não dar mais duas ou três voltas ao quarteirão para tentar estacionar de novo! Acabei por deixar o carro longe mas lá ficou estacionado. Com toda esta peripécia, eram 10h20 e ainda não tinha chegado ao escritório. Cheguei tarde mas com dignidade! E o meu "querido" patrão teve o bom senso de nem sequer me perguntar a razão do meu atraso porque senão, aí sim, tinha-me saltado a tampa de vez! Era o que me faltava! Eu, que não lhe devo nada! Já o contrário não se pode dizer! Enfim... Como ja perceberam as coisas pelo meu escritório vão bem e recomendam-se! (novamente o meu tom irónico apurado).

Ontem também tinha decidido que, em honra do meu manifesto desagrado com a minha vida e o meu trabalho, não faria nada aqui no escritório a não ser laurear a pevide na net, escrever no meu blog, ver o meu mail e todas as outras coisas que não são supostas de serem feitas enquanto trabalhamos! Mas eu tenho razões para isso, meus amigos! E se tenho... O dia passou-se e eis quando chega a hora de me ir embora e a minha chave do escritório tinha desaparecido! Sim, isso mesmo DESAPARECIDO! De manhã, apesar de todo o meu stress com a "porra" (porra não é asneira pois não?) do estacionamento, eu tinha a certeza que tinha aberto a porta do escritório com a minha chave e agora ela não estava em lado nenhum! Perguntei aos meus colegas se a tinham levado por engano, tirei tudo o que tinha na minha mala, até no caixote do lixo da casa de banho eu procurei... E nada! Juro, que cheguei a acreditar em fantasmas! Sim, aqueles brincalhões que nos escondem as coisas quando elas estão na nossa frente! Mas nada! Fui-me embora com aquilo na cabeça e completamente parva com a porcaria das chaves que tinham desaparecido, quando eu tinha a certeza que tinha entrado com elas! Ora bem, não foram fantasmas mas sim o cromo do designer que, pegou nas minhas e as levou por engano! LEVOU POR ENGANO?! Então e porque raio não verificou se as tinha, quando me viu aflitivamente à procura delas! Porque raio se apressou a dizer que não sabia e que não tinha mexido?! Enfim... Depois de mais uma peripécia no meu já emocionante dia, vou para casa com aquela condução - tipo avião mas em estrada - para tentar ir ao ginásio, já que a quantidade de stress acumulada durante o dia era inevitavelmente grande e precisava de ser descarregada. Chego a casa, visto a roupa do treino e apercebo-me de que tenho os meus tios em casa.

Pausa para explicações: Os meus tios têm um filho que, logicamente, é meu primo e que está prestes a ser papá de um menino, que por acaso também se chama Tiago. Entendem onde quero chegar?

Continuando...Como os meus pais sempre me ensinaram a ser bem educada, lá fui eu dar dois beijinhos a cada um e, gentilmente, faço a pergunta da praxe. "Então e a S.... e o J.... estão bons?" Ao que a minha tia (sempre tão conveniente) achou que me devia responder com uma bela e incrível descrição da beleza da maternidade! "Ai agora já se sente o pézinho e a barriga mexe muito e está quase e bla bla..." Eu, completamente estupefacta, olho para o meu pai (que entretanto já tinha baixado a cabeça com a lágrima no canto do olho) e "gentilmente" digo adeus, viro as costas e vou-me embora. Bati a porta com força! Fui mal educada! Eu sei! Mas...SERÁ QUE AS PESSOAS NÃO SABEM QUE ESTAMOS A SOFRER? QUE NOS CUSTA OUVIR FALAR DE BEBÉS? QUE NOS CUSTA VÊ-LOS? QUE TAMBÉM QUERIAMOS TER O NOSSO MENINO JUNTO DE NÓS? QUE POR MAIS QUE QUEIRAMOS NÃO CONSEGUIMOS FICAR FELIZES PORQUE PERDEMOS O NOSSO TIAGO? Grrrr... Depois desta cena horrível, meto-me no carro e chorei que nem uma desalmada até entrar no ginásio!

Entretanto, no carro, estava a ouvir a antena 3 e no programa Prova Oral falavam sobre o livro "O Segredo", aquele sobre a lei da atracção e tal... Pois bem, acontece que eu própria já tinha começado a lê-lo há algum tempo mas parei porque aquele tipo de leitura psicológica não me seduziu nem um pouco. Ontem retomei a leitura! Decidi que vou colocar em prática "o Segredo". Sei que parece rídiculo mas um dos co-autores até vem dar uma palestra ao Pavilhão Atlântico em Junho e decidi que quero ir! Decidi e pronto! Nunca acreditei em nada destas coisas (até porque a minha fé nos dias em que correm está mais abalado do que nunca) mas como sou uma lutadora por natureza, quero acreditar que se "o Segredo" existe e resulta para as outras pessoas, também resultará para mim! Cheguei a casa depois da minha maravilhosa aula de cycle, dei um beijo na minha avózinha, meti-me na cama, acendi a luz e li meia dúzia de páginas da sublime obra. Acordei! Um novo dia! Hoje sinto-me inundada de uma onda de positivismo! Estão a ver, sou eu a pôr "o Segredo" em prática! Cheguei ao escritório e até tive direito a um lugar para o meu carro, e logo à primeira! Depois entrei e fiz um ultimato ao meu chefe! Ou me paga decentemente ou vou-me embora! Será que foi d´"o Segredo"? Pois claro que foi! Então têm dúvidas?! (irónica mas pouquinho) Chegou a minha vez de vos contar um segredo: ESTOU A FICAR MALUCA!


PS: Acabo de saber que a minha mana vem passar o fim de semana cá a casa! Estão a ver? Não são coincidências. É "o Segredo" em acção! Eu quis muito e atraí para mim a minha mana! Aahahahah!

Alguém viu a Prima? A Vera, claro...

Este tempo cinzento deixa-me com a neura! Nestes dias sou capaz de chorar de manhã à noite, de tão depressiva que fico! De certeza que todos vocês já ouviram falar da influência do tempo nas pessoas... Pois bem, eu sou a prova viva de que o tempo influencia, e não é pouco! Quando o sol brilha não significa que todos os nossos problemas e amarguras da vida deixem de existir mas, sei lá, parece que torna-se mais fácil viver com eles! Agora, quando o tempo está assim, cinzentão, carregado de nuvens e, quando a juntar a tudo isto, ainda chove... Poupem-me! É demais! Ah! E já para não falar que estamos em MAIOOOO! Sim, Maio! Aquele mês em que costuma dizer-se que é Primavera e tal, as andorinhas voltam, as flores nascem, a manga curta sai do armário... Qual quê! Acho que a Primavera cansou-se de ser prima e, como até está na moda reivindicar, agora também ela quer evoluir na árvore genealógica e ser promovida a filha ou mãe ou... Sei lá! Estou chateada! Quero o sol! Quero que o sol brilhe lá fora e dentro de mim! Quero e pronto! Querer é poder! Não é o que costumam dizer? Estou fula!